sexta-feira, 11 de abril de 2014

“Há uma pressão política muito forte para que eu seja calada”, diz Rachel Sheherazade.

Sheherazade, 40, não aparece na bancada do "SBT Brasil" desde o fim de março, mas o motivo é simples: ela está de férias até o dia 14 de abril.
Por causa de sua postura opinativa (que gerou polêmica ao defender os "justiceiros" dos Rio de Janeiro), houve comentários nas redes sociais sugerindo que Rachel tivesse sido afastada da emissora.
A jornalista nega, afirmando, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", que o SBT "sempre apoiou a liberdade de pensamento e expressão". No entanto, afirma que há gente querendo limitar suas opiniões. "Há uma pressão política muito forte para que eu seja calada. PSOL e PCdoB entraram com representações contra meu direito de opinião e tentam cercear minha liberdade de expressão chantageando a emissora onde eu trabalho".
Segundo ela, os partidos ameaçam cortar verbas publicitárias estatais e pedir a perda de concessão do SBT. Sheherazade acredita que o que está acontecendo com ela seja censura. "É clara a tentativa de censura por meio de intimidação. Não é possível que, em plena democracia, a mordaça prevaleça sobre a liberdade de expressão", argumenta.
Do outro lado, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirma que o que a jornalista faz não é apenas emitir sua opinião, é apologia ao crime. "Nós não queremos calar a Sheherazade. O que a gente não admite é que o SBT dê guarida à incitação ao crime. Uma coisa é a liberdade de expressão e de opinião. Outra coisa é cometer apologia ao crime", explicou ao jornal "Folha de S. Paulo".

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